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FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER COLORRETAL
PUBLICADO EM:29 SETEMBRO 2021
Gastro Clínica
O câncer colorretal, apesar de ser uma doença passível de prevenção por meio do diagnóstico precoce, ainda ocupa uma posição de destaque entre os tumores malignos mais frequentes. Cerca de 60% dos casos ocorrem em regiões mais desenvolvidas. A idade é o fator de risco de maior importância, sendo que 90% dos casos são diagnosticados após os 50 anos e o risco tende a aumentar com a idade.
A gordura alimentar, especialmente a gordura animal saturada, também tem sido implicada como um fator importante de risco. A carne vermelha tem potenciais carcinogênicos, independente do conteúdo de gordura. Ela é rica em ferro que pode aumentar a produção de radicais livres no cólon, os quais podem provocar danos crônicos à mucosa. Ela ainda estimula a produção de componentes nitrosos, os quais são carcinógenos conhecidos.
O mecanismo como as fibras podem prevenir este tipo de câncer ainda são conflitantes, mas é certo que elas são um dos fatores protetores.
O álcool tem um possível papel na carcinogênese, observando-se que a ingestão de duas doses ou mais de bebida alcoólica por dia podem aumentar o risco, tanto em homens quanto em mulheres, independente do tipo (destilada ou não), ou do tempo de exposição.
A obesidade aumenta o risco em homens e mulheres em pós-menopausa por intermédio da resistência à insulina.
Os estudos recentes apontam nítida associação entre o hábito de fumar e o desenvolvimento de pólipos colorretais
Indivíduos com história de câncer de intestino ou pólipos podem ter risco aumentado em até 20%, e este risco aumenta mais ainda se tiver mais que um parente portador de pólipos.
A colonoscopia é considerada padrão ouro para a detecção precoce, e é um método que também possibilita o tratamento imediato. A colonoscopia virtual é um método minimamente invasivo e tem sido considerado uma alternativa para o rastreamento nos casos onde não se consegue fazer o exame tradicional de colonoscopia.
A ressonância magnética só tem valor no estadiamento do tumor, não tem papel no diagnóstico. Os marcadores tumorais (CEA) apresentam valor somente para o prognóstico e acompanhamento.
A ressecção cirúrgica é o principal pilar no tratamento. CUIDE-SE!!
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